RPPNs a 50% da capacidade no Brasil

11 11 2009

Para os que ainda não sabem, passei os últimos dois anos no estado da Califórnia, USA, terra de grandes parques nacionais americanos e um dos pioneiros em conservação ambiental no mundo. Um dos motivos de que mais me orgulhava, com relação à conservação no Brasil, e a existência das RPPNs (Reserva Particular do Patrimônio Natural) e o quanto estas unidades contribuem para a preservação dos nossos ecossistemas.

Mesmo ao falar com pessoas experientes e que atuam em parques a um longo tempo, estas se mostraram surpresas e interessadas no conceito de reservas privadas. Um comentário de um grande amigo que trabalha para um Parque Estadual do norte da Califórnia reflete bem minha excitação com o crescimento do número de RPPNs no pais, principalmente no estado de São Paulo….” Legal, agora vocês terão muito mais acesso a áreas naturais para recreação!!”… Porem, para minha surpresa, ao voltar de minhas andanças por fora do Brasil, quando procurei me informar sobre as condições de visitação a RPPNs no Brasil, principalmente em São Paulo, descobri que muito pouco fora feito para dar acesso as áreas preservadas, com exceção feita a unidades como a Encantos da Jureia, que apesar de aberta ao público só recebe visitantes aos fins de semana e com reservas. Ao pesquisar por RPPNs no site http://www.reservasparticulares.org.br , apareceram apenas 21 unidades abertas ao publico e com existência de trilhas para caminhada, e apenas uma no estado de SP.

Tenho plena consciência de que RPPNs tem outras funções, mais importantes do que a visitação pública, como preservação de ecossistemas, formação de corredores ecológicos, fomento a pesquisa científica, apoio a comunidades locais e etc… mas como um amante da natureza e testemunha dos benefícios que o contato do cidadão comum com a terra em que vive e suas belezas, tenho que chamar a atenção de todos a esta carência no Brasil. Lutemos para condições melhores de visitação em nossas áreas de preservação.





” Conservancy..”

2 07 2008

Com crescimento da atuação das ONGs e outras organizações do gênero, confesso que fico com um pé atrás toda vez que vejo essas organizações envolvidas em grandes projetos, especialmente com meio ambiente. São cada vez mais freqüentes escândalos envolvendo diretoria de ONGs com lavagem de dinheiro e coisas do gênero.

A SOS Mata Atlântica é um bom exemplo de uma ONG de grande expressão nacional e que vem atuando na preservação da Floresta de Mata Atlântica por duas décadas de forma organizada. Essa luta esta longe de acabar, mas ganhou um aliado de peso Intenacional que vem atuando de forma concreta em 30 países, na conservação de ecossistemas e recursos naturais. Este aliado é a Nature Conservancy , ONG com base nos EUA, que lançou uma campanha de reflorestamento da Floresta de Mata Atlântica chamada Plant a Billion Trees (plantar um bilhão de árvores) onde cada dólar doado financia o plantio de uma árvore. Este projeto conta com o apoio da UNEP (United Nations Environment Programme/Programa Ambiental das Nações Unidas) que tem como objetivo o plantio de 7 bilhões de árvores até o fim de 2009. Um outro serviço muito interessante prestado popela Nature Conservancy é o de aquisição, e auxilio na a aquisição, de propriedades a serem convertidas em UCs (Unidades de Conservação), bem como o auxílio técnico para a gestão e manejo destas áreas. Vale dar uma conferida (http://www.nature.org/).

Com certeza este projeto não é a solução para o desmatamento da Mata Atlântica, e tão pouco a salvação para nossos problemas ambientais. Mas os benefícios de campanhas como estas são imensuráveis, pois geram uma maior visibilidade dos nossos problemas ambientais, não só Amazônicos, numa escala mundial e dão credibilidade às questões ambientais através da participação de organizações como a ONU.

 





“BR-101..”

30 06 2008

Mais uma  batalha está sendo travada nos bastidores da guerra entre o “dito” progresso trazido por novas rodovias e a preservação dos recursos naturais e áreas de proteção ambiental. Foi apresentado, pelo Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes ao Governo do Paraná,  o projeto de construção de novo trecho da BR-101 que ligará São Paulo à Santa Catarina e Facilitará o acesso aos portos da região Sul do país. Se não me engano tenho ouvido no Brasil sobre uma transformação do transporte das nossas produções para um modelo multi-modal, com desenvolvimento de ferrovias e hidrovias. Mas parece que rodovia ainda esta na moda nos setores de planejamento de alguns governos.

O grande problema deste trecho da BR-101 é que irá atravessar e fragmentar importantes áreas de proteção ambiental como as APAs Guaraqueçaba e Guaratuba, o Parque Estadual do Pico Paraná, e o rescem criado Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange.

Parece que nosso governo continua a cometer os mesmos equivocos passados, onde planejamento vem de gabinete e as consequências são do povo. E por falar em povo, no estado americano da California, o governo de Schwarzenegger pretendia passar uma rodovia em meio a um Parque Estadual mas fracassou. A população local uniu forças com Ongs e associações, e juntos iniciaram uma campanha, “Save Trestles“, com a Surfrider Fundation que impediu a construção da rodovia.

Agora, se há uma última esperança neste episódio é a de que este trecho da BR-101, se realizado, seja feito ao menos nos moldes das Estradas-Parque, recém criadas pelo decreto N° 7.122/93 DE 17.03.1993.

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Another Battle has started behind the scenes between the progress brought by roadways and the preservation of natural resources. The National Department of Infra-Structure on Transportation recently presented to Parana State Government a project of a new segment of the BR-101, connecting SaoPaulo to Santa Catarina. I’ve been hearing in Brazil something about a change on the approach to the transportation of Brazil’s production to a multi-modal structure, with the development of railroads. But it looks like the roadways are still the preference on the government.

The major problem with this strech of new road is that it is gonna cross some important conservation Units like APA-Guaraquecaba (Environmental Protection Area), APA-Guaratuba (Environmental Protection Area), Parque Estadual do Pico Parana (Pico Parana State Park), and the Parque Nacional Saint-Hilaire/Lange (Saint-Hilaire/Lange National Park) which is protected by the ONU.

It seems like our governants are still making the same mistakes of the past, when planning happened at the offices and the consequences fall on the population’s back. Talking about population reminded me about what happened in Trestles, California, where the Governor Schwarzenegger was trying to approve the construction of a Road, across a State Park, and failed. The local residents together with NGOs and the Surfrider Foundation started a series of protests and stopped the development of the road.

My last hope on this case, of the new stretch of the BR-101, is that the road can be build on the molds of the Parque-Estrada (Road-Park) recently created by the decreto N° 7.122/93 DE 17.03.1993.